Principais características do NOVO CONSUMIDOR na era digital

Por que o comportamento do consumidor vem sofrendo tantas alterações?

Uma das principais características do comportamento do consumo na era digital é que tudo é pesquisado online. Segundo o Google, 87% dos usuários de smartphones pesquisam primeiro no Google quando precisam de alguma informação.

E mesmo quando a compra é física eles buscam primeiro na internet. Hoje os consumidores têm mais informações e sabem como utilizá-las na compra. Pesquisando desde melhor preço, proximidade das lojas até comparação de marcas e reviews de outros clientes.

O novo consumidor quer tomar suas decisões no seu tempo e, quando o faz, quer ter agilidade para realizar a sua compra. Quer se sentir parte de uma comunidade e valoriza a opinião de terceiros.

Em pleno cenário de transformação digital e empoderamento do consumidor, novas tendências de comportamentos surgem. Duas Tendências de padrões de consumo que já podem ser percebidas nos consumidores, independentemente do mercado, são a comunicação pessoal e o consumo mobile.

Os consumidores atuais querem ser percebidos pelas marcas. Eles sabem que o digital igualou a regra do jogo e esperam que as empresas se comuniquem de igual para igual.

A comunicação personalizada é um grande passo e ferramentas de automação já facilitam isso. As pessoas esperam comunicação e ações mais verdadeiras. Elas precisam se sentir refletidas no que as marcas são e expressam ser. Tanto é que o marketing multicultural e mais voltado a diversidade vem ganhando força e espaço.

Quanto tempo você passa com seu smartphone em mãos? E as pessoas a sua volta? Para se ter ideia, segundo o IBGE, 92.3% dos brasileiros usam o smartphone como principal canal de conexão à internet. E esse uso crescente de aparelhos celulares vem intensificando o consumo e a experiência mobile por parte dos usuários. Um acesso imediato à informação, que não apenas empoderou o público, como também o deixou ainda mais imediatista e exigente. A exigência é por comodidade, conveniência e praticidade. E isso é o mínimo que as marcas precisam entregar a seus consumidores. O que vai muito além a sites e blogs responsivos.

Esse novo consumidor quer compartilhar tudo na sua vida, inclusive a escolha das suas preferências e marcas prediletas. Marcas hoje representam tribos, que, além das coloquiais expressões do marketing, precisam se relacionar com pessoas, porque o novo consumidor busca compartilhar suas experiências. Isso significa um leque de oportunidades para as PEQUENAS empresas que estejam abertas e mais preparadas para propor experiências diferentes e inovadoras para o seu público.

Vamos começar listando algumas dificuldades:

– Não conhecer as nomenclaturas utilizadas no mundo ON;

– Não estar acostumado com tecnologias novas, aos montes, dispondo de diversas soluções mais lucrativas e/ou mais eficientes nos seus processos gerenciais;

– Achar que custa muito caro;

-Ser atendido no novo mercado por profissionais pouco qualificados, os que “acham” que sabe fazer;

– Desconhecer, no sentindo literal da palavra, como usar a internet para trocar permanentemente com clientes e potenciais clientes;

– Não estar acostumado a fazer uso das informações para tomada de decisões, pois antes mensurar resultado era algo caro e dispendioso;

– Entre outras questões…

A boa notícia é que tudo ficou mais ágil e acessível, as marcas grandes não conseguem mais se impor de sobremaneira aos pequenos, em um mundo de tantas peculiaridades, cada vez mais estamos em busca de um consumo focado em nossa personalidade. Ou seja, eu tenho preferências e gosto como consumidora, e sempre vou buscar me relacionar com aquilo que se assemelha a mim. Por isso o relacionamento das marcas com os seus consumidores nesse novo cenário requer muita escuta, uma troca contínua de experiências.

Já percebeu que muitas vezes nos comportamos de uma maneira específica enquanto estamos em um grupo que dificilmente teríamos se estivéssemos sozinhos?

Isso porque o grupo no qual estamos inseridos afeta diretamente nossos comportamentos e motivações. Assim como os fatores sociais interferem diretamente no nosso comportamento de compra.

Existem alguns grupos sociais que definem comportamentos e ditam estilos de vida. Assim como uma necessidade de preenchimento que sentimos que precisamos alcançar. São os chamados grupos de referências, sendo os grupos mais conhecidos: os familiares, amigos, grupos religiosos, profissionais, escolares, etc.

Além disso, as pessoas gostam de adquirir produtos que reforçam características do grupo que eles pertencem.

Um exemplo claro é como alguns grupos apresentam características próprias de consumo que influenciam cada indivíduo pertencente aquela comunidade. Como skatistas, surfistas, nerds, gamers, etc.

E o digital vem reforçar bastante esse fator. Com a internet, as barreiras para grupos de referência e a influência que eles podem exercer são novamente desafiadas. Existindo um perfil chave dos chamados “influenciadores digitais” que exercem autoridade ao ditarem tendências aos grupos.

Para bem dizer, me arrisco a afirmar que o mundo mudou de mão e que, o poder, antes focado nas grandes instituições, está hoje com as PESSOAS. Isso mesmo, o indivíduo, conectado em rede é que está ditando as novas regras de consumo.

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